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Pesquisa de Linguagem

 
 

 

 
 

CORPORALIDADE

O ...Avoa! núcleo artístico é fruto de um trabalho que relaciona o processo pedagógico à pesquisa e criação artística. O processo investigativo está pautado na continuidade. Luciana Bortoletto e Gil Grossi (ver histórico), passaram a explorar linguagem fotográfica e dança contemporânea, em busca da fusão entre essas linguagens artísticas a partir de elementos comuns de construção e composição.

O eixo da pesquisa é o corpo, partindo de um olhar interno, seguindo pelo estudo dos mecanismos do movimento (sistemas ósseo-muscular, orgânico e energético), fazendo o caminho pelos sentidos até acessar o Outro/Ambiente.

DIÁLOGO

Feito isso, exploramos as relações que a dança contemporânea pode estabelecer com outras artes: artes visuais, poesia, performance, teatro. Somos um núcleo composto por artistas que atuam em mais de uma área artística, portanto trocamos conhecimentos, materiais bibliográficos, idéias e experiências.

Nossos treinamentos podem variar, dependendo do tipo de trabalho que está sendo criado, mas alguns elementos nos servem de base: Educação Somática (métodos M.M.Béziers de coordenação motora e Ideokinesis); linguagens da dança contemporânea, contato e improvisação; diferentes métodos de respiração, inclusive Sokushin.

Para treinar composição na improvisação, utilizamos conceitos da linguagem fotográfica e exercícios que aguçam o olhar; também utilizamos princípios da poética haikai incluindo criação de poemas escritos e corporais e jogos teatrais envolvendo a linguagem do Palhaço.

Estamos interessados em:

Movimento+Imagem

Permeabilidade

Sinceridade

Prontidão

Escuta

Troca

Presença

Equilíbrio

Respeito

ARTES VISUAIS

Primeiro veio a união da linguagem fotográfica com a dança, com projeções de imagens e recortes de luz feitos com slides;

Depois articulamos o gesto de dança com o gesto de desenhar. Desenhos em tempo real construíram cenários ao mesmo tempo em que a ação de traçar no chão ajudava a construir a dança. Mais tarde começamos a explorar o vídeo e começamos a produzir videodança e videocenografias fazendo uso de animação de desenhos também.

PROCESSO PEDAGÓGICO + PESQUISA E CRIAÇÃO

O processo didático/pedagógico está intrinsecamente ligado à pesquisa artística, ou seja, durante os estudos do movimento, seja na sala de aula ou em sala de ensaio, para iniciantes ou dançarinos profissionais, respeitam-se e valorizam-se as características de cada pessoa.

Os estudos do corpo visam a autonomia, a confiança e a sustentação interna, que provocam permeabilidade, agilidade, prontidão e escuta durante a dança. Exploramos a relação com os outros. Não existe movimento "bonito" ou "feio". Existem a presença e a disponibilidade, que possibilitam que todos os elementos fundamentais da dança adquiram maior qualidade e harmonia.

 

 
  CAMINHOS PECORRIDOS PELO GRUPO - PESQUISAS:  
 

 

 

"Dança-Haicai"
oficinas e performances

 
  Propõe a união da dança contemporânea com a poesia haicai numa pesquisa de linguagem onde os Estados do haicai servem como princípios de composição coreográfica e improvisação (concisão; simplicidade; transitoriedade; ação; unidade; permanência; verdade; reverberação; humor, contrastes), tendo em vista o desenvolvimento do potencial artístico/criativo e a preservação das singularidades de cada pessoa.
Estão em destaque a observação do ambiente e as sensações geradas por imagens e situações concretas; experimentamos qualidades de movimentos, estados poéticos e cênicos diversos.
São abordados princípios somáticos e dança, improvisação, escrita e leitura de haicais, criação; composição.
O projeto dança-haicai engloba realização de performances em espaços não convencionais, oficinas e workshops para dançarinos, escritores, artistas cênicos e outros interessados na pesquisa.

COMO SURGIU ...
A idéia de unir dança e haicai surgiu há cerca de três anos, como parte de uma pesquisa de linguagem que vem sendo desenvolvida há seis anos: a fusão entre Fotografia e Dança Contemporânea, em parceria com o fotógrafo e performer Gil Grossi. Tema de uma oficina de criação com a coreógrafa Sônia Mota, esta serviu-lhe como ponto de partida para um estudo mais aprofundado sobre o que é haicai e quais os limites de sua ligação com a Fotografia e com a Dança.

O QUE É "DANÇA-HAICAI"
Assim como a Dança, o haicai possui forma definida, imediatismo, localização espacial, foco, ação, texto poético, harmonia, liberdade, presença, oposições e exprime um momento que deixa um "rastro" de sensações. Esses aspectos, de fato, também aproximam o haicai da linguagem fotográfica, formando um triângulo de semelhanças entre essas três expressões artísticas.

 

  Em todas elas, somos observadores dos pequenos momentos do cotidiano, ficamos disponíveis para perceber instantes que possam ser captados pelo olhar e pelo corpo, para serem traduzidos e comunicados de alguma forma, sem deixar "escapar" a poesia.
Desde 2004 o projeto já foi desenvolvido em diversas Oficinas Culturais, Biblioteca da Poesia e Estúdio Nova Dança.

SOBRE O HAICAI - ou:
haiku; hai-kai; haikai:
Forma de poesia tradicional japonesa composta de três versos, com cinco, sete e cinco sílabas. O haicai sempre exprime um momento vivenciado no presente. Obrigatoriamente fala de coisas concretas, com existência física. E ao falar do presente através de coisas concretas, necessariamente alude à temporalidade, ao provisório e ao efêmero.
Ao exprimir um momento do presente, baseado na realidade física, o haicai se aproxima da fotografia e da dança, através da descrição de uma sensação física, que além de visual, pode ser também auditiva, tátil, olfativa ou de paladar. Esta sensação pode disparar uma lembrança ou um sentimento, o que pode ser expresso no poema.
A sensação psicológica sempre nasce depois da sensação física.”

 
         
 

"fotodança"
origem de tudo
www.fotodanca.com

 
  A pesquisa de linguagem denominada “fotodança” é realizada por Luciana Bortoletto e Gil Grossi desde 2000 e resultou em trabalhos artísticos e pedagógicos. Busca a fusão das linguagens fotográfica, improvisação e dança contemporânea. Princípios fotográficos: enquadramento, planos, contrastes; composição, registro serviram como suporte para suas criações.
A dupla  pesquisa no corpo essencialmente maneiras de construir relações em dança que evidenciem as suas diferenças físicas e de movimentos tornando-as mote para a cena. Seus trabalhos priorizam a relação entre foto e dança e desfrutam dos contrastes físicos para elaboração do jogo cênico.

Criam performances que fazem uso da lingaugem de improvisação em dança e clown, recortes de luz e projeções de imagens. Desdde 2000, realizaram as seguintes performances e espetáculos: "A hora do Espelho"/2000; "Piano-de-Cuia"/2002; "Pontos de Vista"/2004; "as formas eram já mera ilusão da vista"/2004; "o que passa"/2005.

 

  Em 2004 criaram o espetáculo de teatro-dança: "as formas eram já mera ilusão da vista". O trabalho inspira-se nas fotos antigas de casais e na expectativa vivida momentos antes de serem fotografados, e trata das relações e pequenos conflitos. O encontro entre duas pessoas muito diferentes entre si promove a poética das diferenças. Com cenas bem-humoradas que remetem às fotonovelas e cinema mudo, sugere situações que podem transitar entre inadequação, romantismo, sátira e ironia. É um espetáculo que trata de contradições e diferenças com muito bom humor e simplicidade. “As formas eram já mera ilusão da vista” integra as linguagens do teatro-dança, improvisação e fotografia.

"As formas..." em 2007 foi contemplado com o prêmio SESI Dança que promoveu a sua circulação (24 apresentações) durante três meses - agosto, setembro, outubro - por 12 cidades do interior de São Paulo: Araraquara, Birigui, Franca, Itapetininga, Marília, Rio Claro, Mauá, Piracicaba, Santo André, Osasco, Santos, Sorocaba.