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Tem como ponto de partida a dialética do exterior e do interior. O
palco se configura em um espaço "habitado", por onde se observa o
que tem do outro lado. “O quarto” explora o ambiente cênico de uma
forma que o espectador passe a fazer parte da “paisagem” da
dançarina em cena. Questiona “quem está exposto?” “Quem é
observado?”; “Como o corpo se organiza para ser olhado?”. A
composição coreográfica é criada em tempo real, em diálogo com os
estímulos do lugar onde ocorre a performance. |
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